Saltar para o conteúdo
Tratamento de Canal em Aveiro

Tratamento de Canal em Aveiro

O tratamento de canal tem má reputação, mas a realidade actual é bem diferente do que se imagina. Com anestesia e técnicas modernas, a dor durante o procedimento é mínima. Para a maioria dos dentes com infecção na raiz, é a forma de evitar a extracção e preservar o dente natural. A Clínica Moliceiro está em Aveiro e em Oliveira do Bairro.

Marcar consulta

O que é o tratamento de canal

Cada dente tem, no seu interior, um tecido vivo chamado polpa, composto por nervos e vasos sanguíneos. Quando uma cárie profunda, uma fractura ou um trauma alcançam a polpa, esta inflama ou infecta e dá origem a dor, abcesso ou sensibilidade persistente. É aqui que entra o tratamento endodôntico, comummente conhecido por tratamento de canal.

O procedimento consiste em remover a polpa afectada, limpar e desinfectar o interior dos canais do dente e selá-los com um material biocompatível. O dente deixa de ter polpa, mas mantém-se no lugar, com função mastigatória normal, em geral por muitos anos.

A evolução das técnicas nas últimas décadas tornou o tratamento mais rápido, mais confortável e mais previsível do que era há uma geração atrás.

Quando é necessário

O tratamento de canal é indicado quando a polpa do dente está inflamada ou infectada de forma irreversível. Os sinais mais comuns:

  • Dor espontânea num dente, que aparece sem estímulo e persiste
  • Sensibilidade intensa ao frio ou ao calor que dura mais de alguns segundos
  • Dor ao mastigar ou ao tocar no dente
  • Inchaço na gengiva, com ou sem pus, junto ao dente afectado
  • Dente escurecido em relação aos restantes
  • Lesão em radiografia de rotina, mesmo sem sintomas

Se tem algum destes sintomas, não adie a avaliação. Quanto mais cedo for tratado, maior a probabilidade de salvar o dente e mais simples o procedimento.

Como decorre o tratamento

1

Diagnóstico

Avaliação clínica, teste de sensibilidade e exame radiográfico para perceber a anatomia dos canais e a extensão da infecção.

2

Anestesia e isolamento

Anestesia local e isolamento do dente, para que o procedimento decorra em condições de assepsia e conforto.

3

Limpeza e desinfecção

Abertura do dente, remoção da polpa e dos tecidos infectados, e desinfecção dos canais.

4

Selagem e restauração

Selagem dos canais com material biocompatível, restauração do dente e, quando indicado, coroa de protecção.

Retratamento e apicectomia

O tratamento de canal tem taxas de sucesso elevadas a longo prazo quando bem executado e bem restaurado. Mesmo assim, há casos em que a infecção reaparece, meses ou anos depois.

Nesses casos, a primeira opção costuma ser o retratamento endodôntico: abrir o dente, remover o material de selagem antigo, voltar a limpar e desinfectar, e selar de novo. Quando o retratamento não é possível ou não resolve, a apicectomia é uma cirurgia minimamente invasiva que remove a ponta da raiz junto com o tecido infectado, preservando o restante do dente.

A escolha entre as duas abordagens depende das características clínicas de cada caso e é feita após avaliação.

Sala de tratamento da Clínica Moliceiro Oliveira do Bairro

Perguntas frequentes

A reputação do tratamento de canal é pior do que a realidade actual. Com anestesia local, não se sente dor durante o procedimento. O objectivo do tratamento é precisamente aliviar a dor que já existia. A maior parte dos pacientes sai da consulta a sentir-se melhor do que quando chegou. Nos dois a três dias seguintes, pode haver alguma sensibilidade a mastigar, habitualmente controlada com um analgésico comum.
Depende do dente e do número de canais: um incisivo tem geralmente um único canal; um molar pode ter três ou quatro. A maioria dos tratamentos fica concluída numa ou duas consultas de 45 a 90 minutos. Em casos mais complexos, pode ser necessária uma terceira sessão.
O valor depende da complexidade do caso, nomeadamente do dente e do número de canais. Para saber o valor aplicável ao seu caso, é necessária uma consulta de avaliação.
Na grande maioria dos casos, não. O tratamento de canal existe precisamente para evitar a extracção, preservando o dente natural. Um dente preservado mantém o osso, protege os dentes vizinhos e não exige implantes ou pontes. A extracção só costuma ser ponderada quando a estrutura do dente está demasiado destruída para ser restaurada.
Os sinais mais frequentes são: dor espontânea e persistente num dente, sensibilidade extrema e prolongada ao frio ou ao calor, dor ao mastigar ou ao bater no dente, inchaço na gengiva junto ao dente, escurecimento do dente, ou uma "borbulha" na gengiva com drenagem. Nem sempre há sintomas: às vezes a infecção é descoberta em radiografia de rotina.
Na maioria dos casos o resultado é duradouro, mas por vezes a infecção reaparece, meses ou anos depois. Existem duas soluções possíveis: o retratamento endodôntico (repetir o tratamento por dentro do dente) ou a apicectomia (pequena cirurgia que remove a ponta da raiz). Numa consulta de avaliação é possível perceber qual a opção com maior probabilidade de sucesso.
Quase sempre sim, sobretudo em dentes posteriores. Um dente tratado endodonticamente fica mais frágil e, sem coroa, tem maior risco de fractura. A coroa protege a estrutura e devolve a função mastigatória.

Se tem dor num dente que não passa, marque uma consulta de avaliação para perceber as opções.

Marcar consulta